[conjunto vazio]

Archive for the ‘vivências e debates’ Category

“Limites da arte/vida” no Sô(M) – Encontro Internacional de Arte Sonora

In performance, vivências e debates on dezembro 22, 2016 at 15:47

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Com o nome de “Limites da Arte/Vida” o coletivo [conjunto vazio] foi convidado a fazer uma performance-palestra sobre assuntos caros ao coletivo, como a crítica à instituição-arte, a tentativa de dissolver a arte na vida e a derrocada das pretensões revolucionárias concernentes a alianças entre arte e política.

Instigados e desnorteados pelo tema, o primeiro passo do coletivo foi comprar o livro “O Que Fazer?” de Vladimir Lênin a fim de ter ideias ruins para apresentar.  O que se mostrou falho mas possibilitou uma abertura inicial para as questões e aporias do tema.

Para isso, a apresentação foi estruturada em 3 momentos:

Ligação telefônica a bancos: por meio de interação com o atendimento pré-gravado do banco a pergunta “O que fazer?” foi feita às máquinas

– Leitura do livro “O que fazer?” em chamas: queima e leitura do livro de Lênin, justamente na parte do livro onde ele explica a necessidade de uma organização adequada das massas, assim como a linguagem necessária para leva-las a revolução

– Karaôke da Internacional Comunista: exibição de um video-karaoke e performance musical composta por MIDI e vozes dissonantes sobre o tema da A Internacional Comunista

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Após a palestra foi aberta uma discussão com o público, que não pareceu muito animado em discutir tais questões em uma quarta-feira de manhã (afinal, quem poderia culpa-los?).

Os seminários foram conduzidos e mediados por J. P. Caron dentro do sô(m) ­ – Encontro Internacional de Arte Sonora, evento organizado pelo selo brasileiro Seminal Records e pela produtora belgo-brasileira Mangrove-Tentactile  no SESC-MG.

A performance/palestra foi realizada em 13 de julho de 2016.

Entrevista sobre o sô(m) com artistas e realizadores, pode ser vista aqui.

O material gravado do seminário, pode ser conferido aqui.

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Como resistir se já está tudo vendido? – Palestra Desmotivacional sobre práticas de negações cotidianas, estéticas e políticas

In vivências e debates on dezembro 29, 2012 at 00:48

 

Palestra em telepresença do [conjunto vazio] no [Evento 2] – Cotidiano/Convívio/Resistência organizado pelo coletivo Novas Medias!?. O evento aconteceu no dia 18 de dezembro de 2012 na Galeria Theodoro Braga em Belém – Pará.

A comunicação, uma auto-ajuda reversa, parte de uma perspectiva ligada a anti-arte como tentativa de desvinculação entre arte e estética e principalmente de um espaço de voluntarismo (evitamos aqui o ranço que o termo “engajamento” tem) onde a negação prática se dá como negação cotidiana das práticas fetichistas dentro do capitalismo.  Tomar/destruir tudo o que pode ser tomado/destruído, diriam os situacionistas, mas será que é possível resistir se tudo já está a venda ou pior, que o preço esteja tão baixo?  Isso incluí repensar se as práticas que acreditamos serem de resistência, afronta e transgressão já não estariam inseridas na mesma lógica que queremos combater.

Interseções: Filosofia e Cidade

In vivências e debates on dezembro 28, 2012 at 18:02

interseções - filosofia e cidade

Mesa redonda sobre “Arte e Intervenção Urbana” com a participação do [conjunto vazio] e dos atores Igor Leal e Renata Cabral, integrantes do coletivo Paisagens Urbanas.

O debate ocorreu em 29 de maio de 2012 dentro da programação do “Interseções: Filosofia e Cidade”, evento realizado pelo Programa de Ensino Tutorial (PET) do curso de Filosofia da  Universidade Federal de Minas Gerais.

A comunicação do [conjunto vazio] partiu de um pequeno (e parcial) panorama sobre as ações urbanas e uma historização da cidade como um elemento central para as atividades estéticas a partir das vanguardas históricas ( Futurismo, Construtivismo Russo, Dadá parisiense e o Surrealismo). Além da recepção dessas práticas e questionamentos pelas vanguardas tardias (Internacional Situacionista, Provos e Fluxus). Outro aspecto central foi a problematização da intervenção urbana ter tomado um aspecto importante no mundo da arte, consequentemente sua apropriação pelos mecanismos de propaganda e o chamado marketing de guerrilha (assim como um certo esvaziamento, operados por flashmobs e o mercado de arte).

Estação Patio Savassi: Manifestações Urbanas e Bem Viver

In vivências e debates on dezembro 23, 2012 at 14:57

Debate sobre intervenções no espaço urbano, realizado em 19 de novembro de 2011 no anfiteatro do Shopping Pátio Savassi.

Participaram da conversa a artista plástica e professora Brígida Campbell (do grupo Poro); o ator e pesquisador Leandro Silva Acácio (do Obscena); o professor, diretor e pesquisador Luiz Carlos Garrocho,  além de Luther Blisset, integrante do coletivo [conjunto vazio].

O debate foi organizado dentro do Projeto Estação Pátio Savassi  , uma realização da Estação do Saber e do Shopping Pátio Savassi que promove segundo eles: “palestras gratuitas quinzenais, sempre nas manhãs de sábados, onde são discutidos temas contemporâneos com a participação de intelectuais, escritores e profissionais renomados”.

Com toda certeza uma das ações mais bizarras do [conjunto vazio],  primeiro por falar sobre ações de resistência na cidade a partir da perspectiva que no capitalismo não é permitido viver, somente sobreviver e por formas que usam de elementos estéticos mas tentam ir para além da fetichização da arte (isso em um evento também fetichizado que pretendia falar do “bem viver” na cidade). Fora isso, é importante notar que o público do debate era composto em sua maioria por senhorinhas e socialites de alto garbo em um dos shoppings mais burgueses de Belo Horizonte. Interessante notar como um debate sobre bem viver na cidade se dá justamente em um dos espaços de maior exclusão, sendo uma das localizações mais valorizados e gentrificadas.

A intervenção do [conjunto vazio] que centrou-se também no que chamamos de “movimentações subterrâneas” de Belo Horizonte, com suas e diversas formas de resistências estéticas, políticas, teóricas e simbólicas (como o Domingo Nove e Meia, Loja Grátis, Bicicletada, Ystilingue, entre outras) .

O vídeo completo do debate pode ser visto aqui.

Pátio Savassi - Manifestações Urbanas e Bem Viver

Juventude e Pixação

In vivências e debates on dezembro 22, 2012 at 22:05

Em 25 de novembro de 2011 foi  lançada a Agenda Juventude e Pixação com um debate promovido pelo Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais.

A coordenação da Agenda e dos debates foi feita por Cristiane Barreto, psicanalista e psicóloga, que juntamente o professor, pesquisador e diretor de teatro Luiz Carlos Garrocho e o coletivo [conjunto vazio] são iniciadores da causa. Tendo como mote inicial a criminalização crescente de jovens (principalmente a cruzada promovida pelo poder público aos Piores de Belô) o encontro tentou analisar e dar a ver visões sobre a pixação, a cidade e as políticas públicas.

Foram apresentadas as seguintes comunicações: “Ética e estética ” com Luiz Carlos Garrocho; “Dá para aproveitar? O corpo e a escrita” com o psicanalista Célio Garcia; “A anti-estética do pixo e o mercado da arte” com o [conjunto vazio]; “O olhar da cidade” com a psicanalista e psicóloga Débora Matoso; “Alguma coisa está fora da ordem…” com o psicanalista e psicólogo Miguel Antunes.

A fala do [conjunto vazio] procurou expor questões históricas, (anti) estéticas e éticas da pixação, além dos seus modos de inserção, socialização e problematizações, principalmente após a prisão dos Piores de Belô e a absorção crescente do pixo pelo mercado de arte e publicidade.

Um relato mais detalhado do evento pode ser visto aqui e aqui.

Juventude e Pixação - Tarde no Conselho 1

Mesa Redonda: “Olhar sensível sobre a cidade”

In vivências e debates on dezembro 21, 2012 at 20:08

 

Mesa redonda com a participação professor do departamento de Arte Visuais – UEL, Marcos Rodrigues Aulicino e integrantes do coletivo [conjunto vazio].

O debate ocorreu em 22 de setembro de 2011 dentro da programação da I Semana de Arte e ArquiteturaA Escala do Sensível na Universidade Estadual de Londrina – Paraná.

Marcos em sua comunicação falou da apreensão dos artistas franceses do final do século XIX (principalmente Edgar Degas) e a íntima relação das obras com as mudanças urbanísticas que Paris passava.

 A fala do [conjunto vazio] no debate (intimamente relacionanda com a oficina ministrada anteriormente no evento) tentou sublinhar a importância das vanguardas estético-políticas (especificamente os surrealistas e os situacionistas) para a alteração das perspectivas sensíveis, políticas e emancipatórias dentro da cidade. A partir disso, quais aporias e possibilidades essas novas percepções, apreensões e propostas poderiam trazer.

 Olhar Sensível sobre a Cidade - Professor Marcos

A Cidade como um Jogo – Mapas, Derivas e Desvios

In vivências e debates on dezembro 21, 2012 at 13:35

“A Cidade como um Jogo – Mapas, Derivas e Desvios” foi uma oficina ministrada pelo coletivo [conjunto vazio]  na Casa de Cultura da UEL, entre os dias 20 e 22 de sertembro de 2011, dentro da programação da I Semana de Arte e ArquiteturaA Escala do Sensível na Universidade Estadual de Londrina – Paraná.

A vivência  teve como proposta discutir e dar a ver novas formas de contato e experimentação na cidade. Através da prática de perambular pelas ruas e contato teórico com autores e movimentos artísticos que viam a cidade como um espaço para o jogo e emancipação. Ao fim da oficina foi proposta a criação de mapas afetivos para a cidade em mais variadas formas (podendo ser realizado por meio de imagens, textos, sons ou corpo).

Essa vivência dá prosseguimento aos estudos do coletivo sobre a cidade e novas formas estéticas de apreensão da sua arquitetura e das suas dinâmicas a partir do “simples” deslocar-se pela cidade.

A cidade como um jogo - Apresentação

A Cidade como um jogo - Confecção dos mapas

Performance Art – Zonas de Acaso e Indeterminação

In vivências e debates on dezembro 16, 2012 at 19:10

 No carnaval de 2009, aconteceu o evento autônomo, horizontal e anticapitalista Escola Autônoma de Feriado. O evento foi organizado pelo [conjunto vazio] e por outros diversos coletivos autônomos de Belo Horizonte, contando com palestras, oficinas, comida vegana, exibição de vídeos, bazar livre, bandas. e DJs

Realizada pelo coletivo [conjunto vazio] a vivência “Performance Art – Zonas de Acaso e Indeterminação”  teve como proposta inicial dar panorama parcial e pessoal da história da Performance Art estabelecendo paralelos com a cultura underground (contracultura, punk, artivismo, movimentos antiglobalização, etc.), evidenciando o quanto dessa linguagem pode ser usada para criar zonas que borrem os limites da arte, vida e politica.

No final da parte expositiva foi proposto um pequeno jogo performático com os participantes que  procurou criar zonas de indeterminação, provocadoras, agregadoras ou simplesmente pateticas no evento.

Picnic Autonomista BH

In vivências e debates on dezembro 16, 2012 at 17:20

Em 26 de janeiro de 2008 no Parque Municipal de Belo Horizonte ocorreu o “Picnic Autonomista” onde e estiveram presentes, dentre outros individuos, integrantes dos seguintes coletivos: Coletivo Facilitador do Domingo Nove e Meia, Coletivo Gato Negro – Núcleo Libertação Animal, Coletivo TERRAS , Coletivo EntreAspas, coletivo [conjunto vazio], Coletivo Carnaval Revolução, CISCO.
A pauta sugerida era:

* Apresentação dos grupos e individuos
* 2007 – Retrospectivas e continuidades
* Aproximação entre movimentos autônomos: conveniências? possibilidades? necessidades? formação de uma rede?…?

Os individuos começaram se apresentando. Os que participavam de alguma movimentação social relataram em que atuam, e os que são integrantes de algum coletivo fizeram relatos sobre a atuação de seus grupos, a quanto tempo ele existe, o que foi desenvolvido no durante a existência do grupo.
Após essa apresentação e retrospectiva, foi discutido o interesse entre os grupos de interação. A discussão não foi muito aprofundada, e para dar  sequencia, foi marcado um outros encontros.

Esses encontros (que continuaram em encontros seguintes, mas também no Domingo Nove e Meia e no Espaço Ystilingue) foram muito importantes pois tinham como intenção pensar uma continuidade entre as diversas movimentações  de Belo Horizonte, uma distância que era temporal/geracional mas que advinha também de um desconhecimento de uma história e também dos diversos grupos e coletivos que ainda atuavam na cidade.

Esses encontros permitiram uma aproximação e um fortalecimento de coletivos e eventos (foram desses encontros que sairam outras movimentações, como a Escola Autônoma de Feriado por exemplo).