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Archive for the ‘de: (…) para: (…)’ Category

res: cartas para niguém

In de: (...) para: (...) on março 1, 2011 at 20:35

Você encontrará aqui uma coletânea de cartas cujo destino mais apropriado é o de serem colocadas ao acaso em caixas de correio de um bairro qualquer da periferia de uma metrópole (seja cidade do méxico ou belo horizonte) por um grupo de crianças fantasiadas. o seu começo propositadamente é o seu fim. começa-se da separação para enfatizar o seu caráter irreversível, para que a distância esteja presente no começo, no meio e no fim. considerando que a única comunidade possível para nós é aquela propiciada através de um encontro ao acaso, é preciso antes de tudo assumir a distância, a condição de fragmento. o destinatário, assim como o objeto de desejo ou de memória (mas também como a morte), não está jamais ausente, porque a sua presença subsiste nas palavras, assim como a morte na vida, o passado na memória, doando-lhe sentido incessantemente. isso significa que da mesma forma que não realizar um amor jamais foi um motivo para deixar de desejar com intensidade, da mesma forma que a consciência da certeza da morte jamais foi um impedimento para que o vivo deixasse de correr com toda velocidade na sua direção (ainda que essa consciência o repugne), a indeterminação do leitor dessas cartas não foi um motivo para que elas não fossem escritas: é por jamais ser capaz de saber quem é você que consigo escrever-lhe do fundo do meu coração…

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Ucrânia, vinte e cinco de Novembro de 1920

In de: (...) para: (...) on março 1, 2011 at 20:26

Caro Senhor I.,

faz muito tempo que não nos vemos mas ainda permanece doloroso constatar que sua faca só pesa em minhas costas em noites como essa. Espero que me perdoe por começar atacando, mas se há algo que me ensinou foi justamente nunca hesitar em atirar. Essa lição eu aprendi muito bem.

Em nosso último encontro, o senhor ainda parecia um pouco transtornado e arredio, mesmo assim eu ainda pensei em te abraçar em nome da nossa velha amizade, mas mantive uma distância segura. É provável que o senhor não tenha se incomodado e até compreendido minha desconfiança, já que todas as suas relações parecem sempre pautadas nisso, um grande jogo de traições e rupturas. Triste é constatar que o senhor nunca pareceu ser um bom estrategista, escolhendo constantemente como inimigos aqueles que tinham o senhor em mais alta estima.

Não quero usar de silogismos prontos e covardes afirmando que o senhor me dragou para sua vida com seus problemas e que tem o perverso poder de destruir tudo por tão pouco. Sei onde errei em minha última carta e todo ressentimento infantil que deixei transparecer no calor das horas, mas como o senhor, eu não vou pedir desculpas… talvez hoje eu entenda melhor suas atitudes, embora tenha dificuldade em aceitar que todas as suas certezas te transformaram somente em alguém infeliz e distante de qualquer “outro”. Não era contra isso que lutávamos?

Desejo que o senhor esteja bem, mesmo que sua escolha tenha sido essa, ser eternamente coerente com o mofo dentro do próprio peito.

Adeus.

Sexta-Feira, vinte e sete de Março de 2009

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:29

“é. você tem razão: há aqueles sonhos que insistimos em voar e não conseguimos. ou  aqueles em que precisamos gritar, mas a voz não sai. ou também aqueles que estamos tentando frustradamente dirigir um carro. enfim, todos eles denotam uma insistência sem resposta. quase como conversar sozinho. voltar a palavra para alguém sem conseguir fazer o outro apreender um significado. então não é que você esteja mudo ou vazio. não é que você não faça nada com o carro. não é que você não fale nada. o problema é justamente que você é forçado a falar ainda quando o outro não entende. você é forçado a insistir e experimentar a frustração sem nunca parar. quando você se apega a algum significado, quando você diz pra si mesmo que dirá sob a condição de dizer isto, você sofre porque sempre gagueja, porque sempre parece grunhir e não dizer. é muito parecido com a paixão. apaixona-se quase que aleatoriamente e sempre se parece com um ato ridículo ou louco e a única coisa que dará consistência/legitimidade à paixão será ela própria e mais nada. nada justificará a sua insistência a não ser ela mesma. apaixonar-se é sempre violentar o mundo, é sempre dizer o quanto ele está profundamente iludido quando reclama qualquer razão. paixão e comunicação são opostos extremos. a teoria política do amor diz que essa é a forma, anti-democrática por excelência, como os fascistas amam. não se sabe certamente o que é um fascista que mata por verdades demais e não por verdades de menos: sua paixão é contra aquele que justamente não compreende uma palavra do que o fascista diz”.

Vitória, cinco de Março de 2001

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:27

é mal colocada a questão do prazer. simplesmente não importa se há ou se não há. afinal, que diferença faz? você pode fazer um bocado de coisas na vida para as quais a realização será indiferente ao fato de você gostar ou não gostar disso. de todo modo, eles vêm e vêm querendo algo. vêm no seu furor irrestível. vêm com uma febre alarmante ou com a serenidade de uma brincadeira. grande parte vêm como uma máquina. trata-se quase de uma espécie de hora-extra. como diz um tio meu com uma precisão que muitos psicanalistas não atingem: trata-se de “trocar o óleo”. é uma questão econômica. poderiam substituir tudo isso por uma máquina de socar. por uma máquina de correr. as pessoas amarram seu corpo nela e pronto: todo seu excesso está sugado e não provocará mais ruído. guardadas as diferenças no que diz respeito às avaliações morais, é quase como uma academia de ginástica. em geral, a despeito de toda loucura a que se permitem no momento determinado, todos são muito bem comportados conosco. tratam-nos com a educação que tratam a atendente de uma padaria. pois não é muito diferente disso. somos trabalhadoras e eles são consumidores. sempre foi assim. mas antes eu imagino que era menos assim. era mais fácil para as coisas debandarem. não é bom se isso acontece. é bom que cada um mantenha o seu lugar. não é bom misturar as coisas. fazemos a nossa função e eles vêm a nós para conseguir cumprir a deles. eu já vi a culpa correr pelo rosto de muitos. a culpa pela incompatibilidade que nunca conseguem ressolver entre aquilo que eles fazem conosco e toda a vida lá onde eles conseguiram conquista-la. ainda pior aqueles que já nada sentem. nem mesmo culpa. não é mais uma mente que avalia. não há mente. não têm mais outra vida para ressentir e, na verdade, tudo aquilo lhes cai muito bem. a culpa dá um colorido ao vício que sem ela seria de uma satisfação como aquela de esvaziar o estômago ou a bexiga na privada. a culpa: quanto mais avançamos para um lado, quanto mais intenso fica o outro. como se vissemos melhor com os olhos das costas assim que nos falha o da fronte. algo quis que seja o sexo o bode expiatório de nós mesmo, algo quis que ele ocupasse esse lugar mais afastado das cidades, não porque está longe (está sempre ao alcance da mão), mas porque está sempre nas fronteiras (na beira dos portos, das rodoviárias e das estradas), como que sobrevivendo sob eterna possibilidade de expulsão definitiva. não é o bordel que colocamos no visível das nossas cidades, porque não é o sexo que queremos que seja visto em nossos corpos, não é ele que queremos que seja ouvido na nossa linguagem. o bordel está na borda. bons homens que sabem administrar esse negativo. sabem passar pelo inevitável do desejo sem ser tragado por ele. sabem se sujar, mas sabem se limpar. sabem parecer inocentes. independente do motivo que levou a ser o sexo o nosso principal negativo, sendo ele, descobrimos que ele é administrável, que não é uma matéria indócil. mais importante do que a possibilidade de ser eternamente tragado pela paixão é a presença do imaginário sobre a paixão como algo que nos leva até ao desumano.

estou em vitória. mandaram-me para cá. ouvi dizer que as coisas são melhores que em são paulo. não tenho certeza. o cheiro da rua onde fica o hotel é tão ruim quanto ao outro. algo como urina e cheiro de suor de gente mais o álcool derramado nos bares. é bom mudar de lugar com tanta frequência assim. não temos tempo suficiente para se adaptar, então o sofrimento que acumulamos no lugar onde estavamos permanece precariamente dentro de nós porque não reconhecemos mais tão facilmente os signos que remetiam a ele. custamos a identificar os rostos que nos trazem desprazer, onde lemos o signo da frustração. esse é todo o segredo da viagem. os signos de perigo, no entanto, são destacados e podemos senti-lo em cada traço.  mas não quero ficar aqui por muito tempo. depois que a beatriz nascer, acho que é hora de parar. de fazer outra coisa. ainda não sei o quê, mas prometo que vou tentar.

Belo Horizonte, primeiro de Dezembro de 2008

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:26

sabendo da realidade do seu amor, quem seria capaz de imaginar que ela só se tornaria realmente feliz após a sua partida? quem poderia supor que a sua felicidade e a realização daquilo que ela desejava não poderiam jamais coincidir? a distância fazia parte do que ele era dentro dela e só quando longe ele seria realmente algo. quando perto,  não lhe causava sofrimento, mas caía em uma banalidade cotidiana que ofuscava todo e qualquer brilho que antes se produzia. tal qual os autores que tanto amamos, mas quando temos a oportunidade de compartilhar com eles uma mesa de bar, se tornam perfeitos idiotas como qualquer outro. porém ela era corajosa demais para se satisfazer com a distância. ela precisava olhar para ele, sentir sua respiração próxima da sua carne, ainda que ao custo de se livrar do que era e inventar outra conjunção [elamundo]. fracassou: como os meninos que retornam para o meio da rua quando a senhora de sacolas na mão terminou de atravessar o campo delimitado por quatro chinelos (dois em cada gol), a felicidade retornava com a partida dele. e apenas quando ele morreu qu’ela sentiu sua presença real. e disse, num relâmpago de consciência: “triste mundo de desejo no qual o tempo todo somos lançados em uma estratégia na qual aquilo que queremos e fazemos deve ser sempre incluído, nos nossos cálculos, na terceira pessoa do singular, ainda que muitas vezes temos todos os motivos para supor que não se trata de uma apenas”.

Belo Horizonte, seis de Maio de 2008

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:24

quando, por acaso, abri um livro qualquer que, dentre tantos outros, apareceu na minha frente não tive como não lembrar dos seus olhos cheios de lágrimas me dizendo que já não havia mais motivo para viver depois qu’aqueles momentos tão preenchidos e tão cotidianos jamais poderiam se repetir e agora o que restava era viver sem eles que haviam feito as malas e partido sem ao menos escrever um bilhete te deixando entre as ruínas que se derramam como o resto do dia de festa anterior. o trecho aparece citado em um livro de um certo monsieur antoine serres que, segundo informa a orelha do exemplar, morreu pelas mãos de um mendigo – não menos ordinário – após uma calorosa discussão na mesa de um bar localizado bem perto do fim da cidade. pois bem, eis o fragmento: “agir no vazio: sem pressupostos nem pretensões. tomar consciência dessa condição sem angústia. amar de tal modo que só o amor preencha o amor. essa é a ontologia da ação. esquecimento e castidade”.

Argel, sete de Setembro de 1979

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:23

“quem escreve? para quem? e para enviar, destinar, expedir o quê? para que endereço? sem nenhum desejo de surpreender, e com isso captar a atenção por meio da obscuridade, devo, pelo que me resta de honestidade, dizer que finalmente não sei. sobretudo eu não teria tido o menor interesse nesta correspondência e neste recorte, quero dizer, nesta publicação, se alguma certeza tivesse me satisfeito quanto a isso.

vocês irão experimentar, e sentir às vezes intensamente, embora confusamente, que os signatários e os destinatários não são sempre visíveis e necessariamente idênticos de um envio para outro, que os signatários não se confundem inevitavelmente com os expedidores nem os destinatários com os receptores, ou mesmo com os leitores (você, por exemplo, etc.). trata-se de sentimento desagradável, pelo qual peço a cada leitor, cada leitora, que me perdoe. para dizer a verdade, ele não é apenas desagradável, ele os coloca em relação, sem discrição, com a tragédia. ele os proíbe de regular as distâncias, de pega-las ou de perde-las. essa foi um pouco a minha situação, e esta é a minha única desculpa”.

(Derrida, J. o cartão-postal: de sócrates a freud e além)

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on écrit pour qui? il y a plusieurs réponses. est-ce que l’on écrit pour nous même? est-ce que l’on écrit pour les autres? est-ce que ces autres sont connus ou inconnus? est-ce que jamais on ne connaîtra ces autres? on écrit pour un lecteur qui encore n’existe pas. la question est savoir si l’objet importe vraiment pour l’écriture. je pense que non. l’objet, le lecteur, est secondaire. la création, et non la communication, est celui que réellement importe. la communication est quelque chose de trés difficile que ne depend pas seulement de qui parle (c’est de qui elle depend le moins). elle est un événement que est au-delà du parlant. la communication est un recontre tellement beau et tellement rare que nous sommes innocents (et nous sommes) si croyons qu’elle arrive facilement. ainsi, peu importe savoir si l’écrivain écrit pour lui même ou pour les autres, mais importe si il écrit pour un lecteur à venir.

São Paulo, quatro de Fevereiro de 2008

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:22

e se o arauto esquecesse a ilusão que é comunicar e, enfim, acreditasse que aquilo que ele fala é apenas ruído? e, depois, não tentasse falar qualquer coisa que seja, mas, ao contrário, seguisse na direção inversa e elevasse o ruído a tal ponto que já não restasse forma alguma, palavra alguma, mas somente uma força, uma intensidade? de fato, ele não usaria a voz ou o papel, já não usaria palavras, porque seu objetivo agora seria, incessantemente, dar nome ao sem-nome. ele criaria novos instrumentos, ou renovaria aqueles que já existem, para nomear o a-nônimo com seu corpo ligado em um pedal de overdrive. as orelhas rudes diriam: ‘eu conheço esse idioma…’, obrigando o arauto a regressar àquela linguagem (como quem desce a montanha ou regressa à caverna) para explicar que ele entrou pelo lado errado do som. então, novamente, o povo perguntaria: ‘o que é que diz essa mensagem que não utiliza as palavras do nosso idioma? o que diz essa mensagem que nada comunica?’. o arauto palavraria pela última vez: ‘mesmo que, por vezes, se utilize de palavras, a música abarca aquilo que não corresponde a nenhuma palavra…’.

Brejo Santo, treze de Agosto de 1944

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:20

a pequena garota esperava alguém. alguém que ela não sabia quem era. mas ela sabia que quando essa pessoa a visse, a reconheceria de imediato. ocorria, para ela, que o contrário não era verdade. ela não seria capaz de reconhecer a pessoa que ela esperava a não ser depois que essa pessoa mesma se mostrasse. por isso, ela se sentia como em um jogo no qual ela era certamente sujeito, mas também assujeitada. elle est sujet et le sujet aussi. dando-se conta disso, sem se dar conta da arbitrariedade do que se segue, ela estabeleceu um conjunto de signos que ela deveria conservar para ser reconhecida pelo seu alguém. ela deveria conservá-lo o maior tempo possível, porque era a qualquer momento e a qualquer lugar que qualquer pessoa poderia deixar de ser uma pessoa qualquer. por sorte, ela não percebeu que, não bastasse a arbitrariedade dos signos que se esforçava por conservar, ainda era possível que, caso a pessoa a reconhecesse (porque havia a possibilidade disso não ocorrer), ela o fizesse por outros signos, exatamente na brecha daqueles que a pequena selecionou e conservou com tanto afinco. de qualquer modo, ela talvez nem chegou a supor tal hipótese porque ela era esperta o suficiente para saber que, caso ocorresse de alguém entrar pelas brechas de seus signos, isso não bastaria para que ela abandonasse a sua confecção assim como de suas brechas. rascunharia lacunas. os signos e suas brechas: ambos seriam uma mesma ponte que a levaria rumo ao seu destino. o seu sucesso ou a sua derrota: ambos seriam combustíveis para sua esperança.

São Paulo, onze de Agosto de 2008

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:19

querida,

li esse conto em um jornal achado no metrô às onze horas e trinta minutos de ontem e lembrei de você e sua impaciência. o trecho que revelaria o autor se encontrava omitido por uma espécie de mancha de sorvete (ou de bosta). acredito que o texto, mais minha lembrança, lhe bastarão.

“j. r. rodrigues de alencar, fotógrafo de uma pequena e não muito bem-sucedida empresa de publicidade, já não sabe mais ao certo a que tipo exato de imagens ele se direciona. desde que resolveu fotografar apenas instantes os mais raros, ele permanece constantemente com um singular estado de espírito, esperando uma manifestação, aguardando o sinal que a precede. das duas uma: ou ele desenvolve uma serenidade constante, indiferença emocional e fria atenção; ou ele passa todos os instantes acreditando ser o derradeiro. esta última seria insuportável. ele não sobreviveria um dia sequer. tudo seria o motivo para uma imensa descarga de energia, todo momento poderia preceder uma criação fantástica. um virar de rosto acompanhado dos cabelos, um sorriso por nada (do nada), uma lágrima que escorre sem motivo, um tropeção que precede a risada sem graça e as risadas de deboche, um possível atraso no vôo de uma ave entre os carros, a mão que balança nervosa contra os gatos em cima da mesa e que não espera jamais uma reação coletivamente enfurecida e tão organizada, o casal de namorados que já não sabe mais do que falam e parece que isso é realmente proposital: eles se perdem para se encontrar onde eles queriam desde o princípio e esse é o momento que j. r. ansiosamente aguarda. j. r. rodrigues de alencar sabe que é realmente uma limitação sua o fato de não poder abençoar todos os momentos, de não poder sacralizar a todos conservando-os. ele sabe que o que resta para ele é deixa-los fluir e abandonar-se à embriaguez contemplativa que era viver. não que isso fosse peculiar apenas a ela, mas ele sabe que sua profissão tem os seus meios particulares de se curvar frente ao mundo e ao tempo. e parece-lhe tão ausente de sentido chamar isso de ‘profissão’, porque ele pode passar dias, semanas, anos ou mesmo toda a sua vida sem conseguir fazer aquilo que ele almeja com a sua máquina. então, ele sabe e aceita que o agir envolvido na sua ‘profissão’ não era fazer isto ou aquilo, mas era esperar, pacientemente, esperar, que isto ou aquilo fosse feito. não por ele. que heresia dizer que era ele! que falta de sensibilidade dizer ‘meu’, ‘seu’, ou, pior ainda, ‘eu’! ele sabia não se tratar nunca de j. r. rodrigues de alencar, mas sempre de uma brisa, de um clima, de uma luz, de um instante…”.