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“Natal Sem Compras” na Casa Invisível

In blog on dezembro 22, 2017 at 16:41

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CASA INVISIVEL se abre mais uma vez!
Questionando o consumismo, o isolamento e a apatia, nesse Natal Sem Compras te convidamos a também vir okupar a casa.

Quando?

Sábado, 23 de Dezembro de 2017

Onde?

Casa Invisível

Av. Bias Fortes, 1034

Centro – Belo Horizonte

 

Programação:

*11h – Abertura da Casa

 

*12h – Almoço Coletivo aberto e grátis

 

*14h – Oficina de Bambole

 

*15h – Exibicao do Filme:

BRAD – UMA NOITE MAIS NAS BARRICADAS


Rebelião popular em Oaxaca, México, 2006. Quando os paramilitares dão um tiro de fuzil no peito de Brad Will, a câmera cai, mas continua gravando. Essa câmera passa de mão em mão, contando a história de Brad. É um pouco desse movimento de movimentos conhecido como antiglobalização. Das ocupações urbanas em Nova York, a um piquete ecologista no Oregon, à batalha de Seattle, Praga, Quebec, Gênova, Quito, Goiânia, Oaxaca… Por trás da câmera estão os amigos de Brad que, como ele, se dedicam a mostrar o que não aparece na TV.

 

*16h30 – Roda de Conversa:

REVOLTAREBELDIA E AUTONOMIA NOS DIAS DE HOJE


De Carnavais Revoluçoes a Domingos Nove e Meia… De S-26 a Espaço Gato Negro… de Escolas Autonomas de Feriado a Praias da Estação… de Bicicletadas a Encontros Terra Preta… de Ystilingue a Loja Grátis… de Ocupação Guarani Kaiowa a movimentos pela redução de preços de transporte urbano…
Tudo isso passando pelo junho de 2013 e desembocando num contexto global e nacional assustador.
A Casa Invisível nasce nessa esteira dos movimentos anárquicos e autonomistas globais e se propoe a ser um espaço de convergência rebelde no centro da cidade de BH.
Nessa roda de conversa, ainda que sob risco de desalojo da Kasa, nos propomos a realizar uma vez mais um encontro dessa comunidade que, enquanto grupos, indivíduos e projetos, compomos.

 

*18h – Pizzada Vegana, cerveja, música e festa

 

Quer conhecer mais sobre a Casa Invisível?

www.we.riseup.net/casainvisivel/

 

Quer conhecer mais sobre o Natal Sem Compras/Dia Sem Compras

www.diasemcompras.wordpress.com/2017/12/22/breve-historico-do-dia-sem-compras

 

Ajude a Divulgar!

Banco Imobiliário: Auri Sacra Fames

In intervenção urbana on janeiro 2, 2013 at 14:06

No dia 23 de dezembro de 2012 o [conjunto vazio] realizou a ação “Banco Imobiliário: Auri Sacra Fames” em comemoração ao Dia Sem Compras (evento internacional anti-capitalista de incentivo ao não consumismo e de crítica ao modelo de sociedade vigente).

Primeiramente, roubamos os envelopes de deposito do Banco do Brasil,  dentro de dezenas desses envelopes colocamos a famosa frase de Bertolt Brecht: “Qual o maior crime: fundar um banco ou assaltar um banco?”. Feito isso, devolvemos os envelopes ao banco como se nunca tivessem sido retirados de lá.

Depois dessa ação, realizamos uma série de depósitos nas contas correntes que o Banco do Brasil mantem/divulga para “ajudar” projetos sociais ou cidades atingidas por desastres naturais. Foram enviadas nos envelopes de depósito para o banco, notas de dinheiro do jogo Banco Imobiliário e uma carta-ameaça.

Segue o texto da carta-ameaça:

Banco Imobiliário
(Quando “Aproveitar a vida” é queimar um banco)

A crítica a sociedade de consumo não é motivada porque consumimos demais, mas porque consumir virou a única coisa que nos é permitido. Somos sempre levados a viver o capitalismo da forma que ele é vendido, mas o que aconteceria se acreditássemos mesmo na publicidade? Se de fato “vivêssemos o agora” como mandam as propagandas, esse banco já não existiria, as ruas amanheceriam com as pessoas cantando e dançando ao redor dos carros pegando fogo. Não sobrariam outdoors, propagandas, publicidade. Não sobrariam mais empregos e nem esse dinheiro sujo que sustentam vocês.
  “Aproveite o minuto”, “Faça algo novo”, “Toda hora é hora de aproveitar”, “Leve a vida do melhor jeito que você puder”, todo um mundo de possibilidades fornecidas por 12% de juros ao mês. Estamos intoxicados pelo espetáculo, aceitando sacrifícios diários a espera de uma vida futura que não chegará. Vocês prometem, mas nunca nos dão e tomam nosso cotidiano por um valor tão baixo, como se fosse esse o verdadeiro preço da liberdade ilusória, de tantos momentos falsos e de sonhos pré-fabricados materializados em um novo cartão de crédito.   Senhores, enquanto vocês dormem empanturrados de bugigangas desprezíveis, nós temos insônia com as escandalosas extorsões que sua corporação realiza. Cuidado com o que desejam aos seus consumidores, isso ainda se voltará contra vocês!

Sim, isso é uma ameaça!

VOCÊS NÃO ESTÃO SEGUROS!

Por fim, em um clima descontraído e jovial jogamos Banco Imobiliário dentro do Banco.

A ação é um work in progress que terá continuidade em outros bancos e com novas ações.

Panfleto: DIA SEM COMPRAS 2009

In intervenção urbana on dezembro 23, 2009 at 22:28

Panfleto do Dia Sem Compras

Panfleto do Dia Sem Compras

DIA SEM COMPRAS: SEUS DESEJOS ESTÃO À VENDA

A crítica à sociedade de consumo não é motivada porque consumimos demais, mas porque consumir virou a única coisa que nos é permitido. Somos sempre levados a viver o capitalismo da forma que ele é vendido, mas o que aconteceria se acreditássemos mesmo na publicidade? Se de fato “vivêssemos o agora” como mandam as propagandas? Os bancos não existiriam, as ruas amanheceriam com as pessoas cantando e dançando ao redor dos carros pegando fogo. Não sobrariam outdoors, propagandas, publicidade. Não haveriam mais empregos e nem dinheiro.

“Aproveite o minuto”, “Faça algo novo”, “Tudo o que você gosta muito, diariamente”, “Toda hora é hora de aproveitar”, “Leve a vida do melhor jeito que você puder”, todo um mundo de possibilidades fornecidos por juros baixos ao mês. Estamos intoxicados pelo espetáculo, aceitando sacrifícios diários à espera de uma vida futura que não chegará. Hoje, dia 24 de Dezembro, vocês celebram o natal consumindo e perdendo suas vidas achando que comprar é a única forma de demonstrar qualquer tipo de afetividade e de envolvimento com o outro.

Cuidado com o que desejam nobres consumidores,  isso ainda se voltará contra vocês!

[conjunto vazio] e Amig@s da Próxima Insurreição

Dia Sem Compras # 2007

In intervenção urbana on dezembro 5, 2009 at 21:32

Dezembro é um mês importante graças a uma data comemorativa muito especial: o “dia sem compras”. Um dia no qual pessoas do mundo inteiro realizam ações contra o capitalismo aproveitando a potlach estúpida do natal.

Para saber mais sobre as movimentações do Dia Sem Compras: diasemcompras.wordpress.com ou www.buynothingday.co.uk

Abaixo a intervenção urbana realizada no dia 24 de dezembro de 2007 pelo [conjunto vazio]. 

1. Na madrugada do dia 23 para o dia 24 de dezembro,domingo para segunda, o coletivo foi a 4 lugares (já previamente escolhidos no centro de Belo Horizonte: o antigo Bahia shopping na rua da Bahia, a agência do Banco do Brasil,loja C&A e a entrada do shopping Cidade) e nas portas desses estabelecimentos foram colocados fitas de isolamento (amarela com listras pretas), antes desses locais abrirem.

2. Na manhã do dia 24 de dezembro, segunda-feira,o coletivo distribuiu paralelepipedos de rua (já previamente coletados, somando 180 pedras) e embalados com panfletos e amarrados com fita de presente. Colocados dentro de um carrinho de compra esses “presentes” foram distribuidos na frente dos estabelecimentos comerciais do centro da cidade, ao serem entregues era dito as pessoas: “Feliz Natal, tome seu vale brinde, desconto em todas as lojas…é só pegar e usar”, “pegue seu cartão de crédito”, “felicidades”, etc.

 As pessoas nas ruas se amontoavam em volta do carrinho querendo ganhar o souvenir.

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DIA SEM COMPRAS COMPRE MENOS! VIVA MAIS!

Se, por acaso, um extraterrestre desembarcasse na Terra em algum dos dias que antecedem a noite de natal, seguramente o que lhe chamaria a atenção, pela intensidade, não seriam o amor, a paz, a solidariedade, mas sim a euforia desesperada com a qual compramos coisas nessa época, e como submetemos cinicamente todos aqueles sentimentos positivos ao ato de consumir. E o espantoso não é que falemos de amor quando na verdade queremos trocar mercadorias, mas que nós submetemos tudo, passamos por todas as dificuldades, proporcionamos os maiores sofrimentos, com o objetivo de preservar o consumo de coisas.

Os aspectos que constituem a sociedade capitalista e a forma de vida que ela nos impõe, que inevitavelmente somos impelidos a construir, parecem irremediáveis: a desigualdade social que deve ser necessariamente preservada para o pleno funcionamento do sistema; o modo como as empresas (sobretudo as multinacionais) passam por cima de qualquer limite ético para alcançar maiores lucros (trabalho semi-escravo e infantil, venda de alimentos cancerígenos, degradação do meio ambiente, …) e o modo como até os nossos sonhos são moldados. É especialmente no natal que as pessoas acreditam que, ao comprarem objetos caros, são beneficiadas na medida em que se alcança um certo sentimento de superioridade frente aos seus próximos. Somos colocados – por nós mesmos – nas piores situações para consumir: fazemos dívidas absurdas que nos deixam estressados e nos obrigam a trabalhar mais; compramos toda espécie de “bugigangas” que nos oferecem – cujo tempo de uso é limitado pela próxima oferta; passamos o dia com pessoas que eventualmente não são aquelas que gostaríamos que estivessem nos acompanhando, ao menos naquele momento ou daquela forma mediada por objetos.

É porque acreditam que existem infinitas formas possíveis de se relacionar com o mundo e com as pessoas que o habitam, por meio de uma lógica externa à capitalista e consumista, que pessoas de vários países organizam o DIA SEM COMPRAS. Abandonar completamente o modo de vida capitalista pode parecer inicialmente impossível, porém, existem formas de construir experiências alternativas ao modo dominante no dia-a-dia. Por exemplo, no lugar dos rituais criados apenas para aumentar o consumo, pode-se partir para a invenção de rituais próprios junto à família, amigos ou vizinhos, reuniões que de fato propiciem a relação com o próximo. Sabemos perfeitamente da impotência política que recai sobre nós. Mas, no lugar de simplesmente reconhecê-la e aceitá-la passivamente, defendemos como ponto de partida uma reflexão crítica em relação à realidade – que, em meio à alienação generalizada, pode ser considerada poderosa.

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