[conjunto vazio]

A sonata de Vinteuil executada pelo Sigur Rós

In blog on dezembro 24, 2009 at 19:39

Eu nunca vi nenhum leitor de Proust dizer que o Em Busca do Tempo Perdido é monótono. Óbvio: essa é a característica onde os leitores se apoiam para argumentar porque eles não lêem Proust. Mas o que não se percebe é que talvez possa haver uma espécie de “poética da monotonia”. Isso realmente funciona e, se não fosse a impressão de que Proust parece escrever em um mesmo tom durante todas as centenas de página do livro, a Recherche não seria parecida, como pensava Guattari, com uma “teia de aranha”. É apenas porque é monótono que o acontecimento mais sutil pode ressoar e encontrar seu lugar no romance ao invés de ser algo inócuo. Algo parecido acontece com o Sigur Rós e talvez a banda e o livro sejam duas coisas realmente muito parecidas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: