[conjunto vazio]

Belo Horizonte, seis de Maio de 2008

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:24

quando, por acaso, abri um livro qualquer que, dentre tantos outros, apareceu na minha frente não tive como não lembrar dos seus olhos cheios de lágrimas me dizendo que já não havia mais motivo para viver depois qu’aqueles momentos tão preenchidos e tão cotidianos jamais poderiam se repetir e agora o que restava era viver sem eles que haviam feito as malas e partido sem ao menos escrever um bilhete te deixando entre as ruínas que se derramam como o resto do dia de festa anterior. o trecho aparece citado em um livro de um certo monsieur antoine serres que, segundo informa a orelha do exemplar, morreu pelas mãos de um mendigo – não menos ordinário – após uma calorosa discussão na mesa de um bar localizado bem perto do fim da cidade. pois bem, eis o fragmento: “agir no vazio: sem pressupostos nem pretensões. tomar consciência dessa condição sem angústia. amar de tal modo que só o amor preencha o amor. essa é a ontologia da ação. esquecimento e castidade”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: