[conjunto vazio]

Argel, sete de Setembro de 1979

In de: (...) para: (...) on dezembro 6, 2009 at 14:23

“quem escreve? para quem? e para enviar, destinar, expedir o quê? para que endereço? sem nenhum desejo de surpreender, e com isso captar a atenção por meio da obscuridade, devo, pelo que me resta de honestidade, dizer que finalmente não sei. sobretudo eu não teria tido o menor interesse nesta correspondência e neste recorte, quero dizer, nesta publicação, se alguma certeza tivesse me satisfeito quanto a isso.

vocês irão experimentar, e sentir às vezes intensamente, embora confusamente, que os signatários e os destinatários não são sempre visíveis e necessariamente idênticos de um envio para outro, que os signatários não se confundem inevitavelmente com os expedidores nem os destinatários com os receptores, ou mesmo com os leitores (você, por exemplo, etc.). trata-se de sentimento desagradável, pelo qual peço a cada leitor, cada leitora, que me perdoe. para dizer a verdade, ele não é apenas desagradável, ele os coloca em relação, sem discrição, com a tragédia. ele os proíbe de regular as distâncias, de pega-las ou de perde-las. essa foi um pouco a minha situação, e esta é a minha única desculpa”.

(Derrida, J. o cartão-postal: de sócrates a freud e além)

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on écrit pour qui? il y a plusieurs réponses. est-ce que l’on écrit pour nous même? est-ce que l’on écrit pour les autres? est-ce que ces autres sont connus ou inconnus? est-ce que jamais on ne connaîtra ces autres? on écrit pour un lecteur qui encore n’existe pas. la question est savoir si l’objet importe vraiment pour l’écriture. je pense que non. l’objet, le lecteur, est secondaire. la création, et non la communication, est celui que réellement importe. la communication est quelque chose de trés difficile que ne depend pas seulement de qui parle (c’est de qui elle depend le moins). elle est un événement que est au-delà du parlant. la communication est un recontre tellement beau et tellement rare que nous sommes innocents (et nous sommes) si croyons qu’elle arrive facilement. ainsi, peu importe savoir si l’écrivain écrit pour lui même ou pour les autres, mais importe si il écrit pour un lecteur à venir.

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