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Pixação: questões sobre arte, mercado e práxis

In blog on abril 21, 2010 at 19:30

A quem interessa uma inserção mercadológica e um status de arte da pixação*?

O que antes era considerado vandalismo e um ato criminoso começa a ser visto e reivindicado como produto artístico. Podemos observar tal fato se lembrarmos do livro “Pixação: São Paulo Signature” do pesquisador, arquiteto, designer gráfico, tipografo e fotografo francês, François Chastanet, que foi à São Paulo catalogar as letras espalhadas em muros e prédios, lançando este livro, que expõe a tipografia e caligrafia da pixação. Fato semelhante ocorreu com o livro “Ttsss… a Grande Arte da Pixação em São Paulo, Brasil“ organizado pelo pixador Boleta, considerado um dos maiores nomes do gênero. O livro é vendido como o “primeiro grande livro de arte de vanguarda” e tem grande aceitação na Alemanha, Estados Unidos, França, Espanha e Holanda. Lá fora a pixação já é considerada uma arte e é vista por alguns como artigo de exportação, o que seria comprovado com a recente camisa de futebol da seleção brasileira, feita pela Nike, em que se utilizou a estética do pixo.

 

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A questão parece ser ainda mais relevante se analisarmos as últimas ações organizadas pelo Susto’’s e o recente anúncio da participação de pixadores na 29ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Estes acontecimentos levantam importantes indagações sobre a comercialização e o apaziguamento do caráter subversivo da pixação. Isso não parece surpreender aqueles que já acompanham os desdobramentos de uma polêmica que começa em junho de 2008,  com a invasão de Rafael  PixoBomb (integrante do Susto’’s) à  formatura/exposição da Faculdade de Belas Artes, curso que fazia e que estava prestes a se formar. Pixaobomb acompanhado de outros pixadores intervieram em várias obras de arte que lá estavam e acabaram por entrar em confronto com alunos, familiares e seguranças da galeria, saindo algemados do local. Pixabomb alegou ter sido esse o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Em setembro de 2008, acontece a invasão da Choque Galeria de Arte, especializada na chamada Street Art. Cerca de 30 pixadores invadiram a Choque e pixaram não só as paredes, como várias obras que lá estavam expostas. A ação foi organizada através de um manifesto chamado “Atack Part 2: A Caminho da Revolução 2008″ como uma critica a galeria Choque, que mesmo sendo considerada uma galeria dedicada à arte de rua underground, não abriria espaço e nem exporia obras de pixadores. Sobre essa intervenção, falou-se  até de uma suposta valorização monetária das obras pixadas, como se um maior valor simbólico fosse agregado a elas.

Um mês depois, em outubro de 2008, acontece a invasão da 28ª Bienal de  arte de São Paulo. Cerca de 40 pixadores (integrantes do Susto”s, Secretos e 4) invadiram a abertura da Bienal ao público pixando as paredes do segundo andar que estava propositadamente vazio. Tal ação gerou muita repercussão, principalmente pela prisão da pixadora e integrante do Sustos, Caroline Pivetta.

Um aspecto problemático vem a tona com as ações do Susto’’s. Do ponto de vista de uma atitude antiartística, as intervenções do coletivo parecem extremamente coerentes com uma crítica revolucionária aos padrões de arte dominante. A grande questão recairia sobre os discursos proferidos pelo Susto’’s e, principalmente, pelo  Pixobomb, que remetem sempre a uma tentativa de inserção  no mercado, citando várias vezes sobre como o pixo não é considerado arte ou sobre como apenas algumas pessoas ganham dinheiro com a pixação. É notório como parece haver nessas intervenções um caráter espetacularizado e midiático, gerando sempre a dúvida: é uma oposição/questionamento da arte ou simplesmente uma atitude para que o pixo tenha o mesmo status da arte (e consequentemente tenha o mesmo valor financeiro)? Aparentemente, o que seria uma relação negativa à arte, com ações que levariam a crer em um total desprezo de instituições, obras, artistas e da própria arte,  revela-se marcada pela tentativa de fazer do pixo ele mesmo uma categoria de arte elevada e legítima, em que os pixadores seriam reconhecidos como artistas e, consequentemente, obteriam inserção mercadológica nos circuitos artísticos.

O pretenso discurso revolucionário e questionador do Susto’’s e Pixobomb, afirmando fazer protestos contra a comercialização, institucionalização e domesticação da cultura de rua parece soar ainda mais contraditório e ingênuo após o aceite ao convite da Bienal para a participação de pixadores no evento. O que antes era considerado uma contravenção pelos antigos curadores, que chamaram a ação de “vandalismo agressivo e autoritário”, é visto pelo atual curador da Bienal, Moacir dos Anjos, como um convite ao pensar. Para ele, o pixo borraria e questionaria os limites que separam a arte e a política, fato que  o levou a convidar os mesmos lideres da invasão do pavilhão vazio , em 2008, a expor seus ( agora assim chamados) trabalhos artísticos. A atitude da curadoria nos parece não só esperta, mas extremamente coerente, já que funcionaria como uma forma de expiar a omissão da instituição e sua repercussão negativa no caso da última edição (principalmente pela prisão de Pivetta). Esse “polêmico” convite da curadoria também daria visibilidade ao evento, criando um falso debate que lota jornais, revistas e meios acadêmico ávidos por esse tipo de celeuma. Não é preciso dizer que isso só ajuda a anular o pixo em suas dimensões políticas e de diálogo com a cidade para transforma-lo em apenas mais uma “escola” absorvida na instituição da arte.

Não se trata, aqui de fazer um juízo moral/estético sobre o pixo ou uma tentativa de retirar todo potencial questionador e revolucionário, os quais acreditamos existir nas ações dos pixadores. Concordamos com Baudrillard, que sobre o assunto diz: “A cidade é um “corpo sem órgãos”, como diz Deleuze, um cruzamento de fluxos canalizados. Os pichadores se vêm como aqueles que colocam ordem territorial. Eles se territorializam decodificado espaços urbanos – uma rua, parede ou bairro vem à vida através deles, tornando-se um território coletivo novamente. Eles não se limitam ao gueto, eles exportam o gueto através de todas as artérias da cidade, eles invadem a cidade branca e revelam que ele é o verdadeiro gueto do mundo ocidental “. A pixação é uma atividade em íntimo contato com a cidade, já que o pixador ressignifica violentamente o espaço. Mesmo assim, não podemos nos furtar de indicar que um dos problemas da pixação  reside em seu aspecto muitas vezes bairrista e exibicionista, servindo apenas para reafirmar a  demarcação de um território por um indivíduo ou um grupo. Tais grupos constantemente se organizam na forma de “gangues” com um caráter verticalizado e hostil à outros grupos que também intervêm na cidade.

Para além dessa discussão sobre o caráter positivo/negativo da pixação, é necessário questionar o uso que alguns fazem da pixação, evitando que sua prática se transforme em algo estéril, domesticado e  longe da juventude que já a quase 20 anos faz uso dela como uma forma de diversão e protesto. É através do pixo que eles expressam seu desrespeito ao urbanismo que não contempla a permanência na cidade, tratando-a apenas como um ponto de passagem sem que se favoreça uma real interação entre pessoas e esses locais e, principalmente, não permite que tais jovens, em sua maioria, moradores de regiões distantes dos centros urbanos, vivam a cidade de outras formas que não essa. Então, deveríamos pensar se o que dizem os Amig@s da Próxima Insurreição sobre o Susto’’s e Pixobomb está correto (“…os companheiros do Grupo Susto’s são inimigos da arte moderna e da liberdade artística”) ou se por trás de toda essa prática questionadora exista apenas o desejo de alguns serem integrados ao sistema da arte que aparentemente se opõem? Talvez seja esse o perigo de toda práxis crítica, transformar-se exatamente no que combate!

 

* Utilizamos a grafia “pixo” no lugar de “picho”, conforme o uso que os próprios interventores fazem

A quem interessa uma inserção mercadológica e um status de arte da pixação? O que
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  1. “Talvez seja esse o perigo de toda práxis crítica, transformar-se exatamente no que combate!”
    Há sempre essa necessidade de enquadramento, identificação, reconhecimento dentro de um sistema, mesmo que se diga o contrário.

  2. A abordagem lança um olhar diverso sobre a pixação nas cidades – agora, grafada com “x”.

    Uma leitura provocadora do dissenso. Não sei até onde vai a questão “revolucionária”. Disso, ficam dúvidas. E me vem a idéia de que as ações “revolucionárias” podem abrigar atitudes fascistas. Mas esse olhar do que não pode e não quer ser “incorporado” à “urbanidade”, que se opõe ao consenso político e estético, me parece fecundo. A citação de Baudrillard é muito boa, nesse sentido: expõe um movimento de corpos na cidade, um desejo de apropriação.
    Mas e o ódio? É “revolucionário”?
    Tenho dificuldades, em alguns casos, de entender a “rotulação” que ocorre do “outro lado”: arte burguêsa, do sistema etc. Um antropólogo, certa vez, fez uma observação curiosa: se os pichadores (aqui com “ch”) não seriam conservadores, pois nunca pichavam outdoors, deixando sempre intacta as publicidades…

    Consultei o site citado. Mas, ainda, está separação entre artes e a condenação prévia me parece, do outro lado, também equivocada. Mas, diante da dor/prazer de um corpo que, numa linha de fuga, deixa sua marca, eu me pergunto se isso tem tanta importância. Mas, as paredes de todas as casas, pobres ou não, todas marcadas, evidenciam o quê, afinal? Um momento “revolucionário”? Ou um “sintoma”? Ou, ainda, fluxos que denunciam uma situação: o exílio dos jovens nas grandes cidades! Estou me perguntando, querendo entender… Mas esse post é muito bom, principalmente no sentido de abrir espaços-poéticas-práticas para o dissenso.

    Abraços

  3. Quem escreveu esse texto não passa de um tremendo idiota que esta de chapéu atolado sobre todo esse assunto, coletivo Sustos? Protestos contra a comercialização, institucionalização e domesticação da cultura de rua? De onde você tirou essas idéias ridículas, antes de opinar sobre um assunto procure se aprofundar melhor.

  4. Cripta, primeiramente, gostamos do seu trabalho. Apesar disso a questão atual do pixo deve ser pensada e analisada. Deixando claro que não estamos demonizando a pixação, e muito menos o fato dela estar na galeria, Bienal ou ser considerada arte (apesar de deixarmos claro no texto o quanto isso é problematico)…
    A verdade é que esse não parece ser o verdadeiro problema, esperamos ter deixado isso claro e como já foi dito nós nos colocamos a favor da pixação como uma práxis na cidade, a grande questão recai sobre os desdobramentos de um vislumbre e uma visibilidade que coopta o pixo para a manutenção do status quo que ele busca combater.
    Gostariamos muito de continuar conversando com você, alguém que de fato está imerso nisso. Obrigado por ler o texto.

  5. Ouvi por aí que essa briga dos pixadores/grafiteiros lá em Sampa é por um motivo mais bobo do que podemos imaginar: mulher.

    E as groupies, entram no debate?

  6. Salve Coletivo (CV).

    Meu comentário foi mais em questão de algumas colocações erradas de vocês sobre nos, Não somos o coletivo Sustos, Sustos é o nome de uma das turmas ou gangs como preferirem, Sustos é a turma que a Caroline faz parte.
    Nossa revolução foi batizada de “Alem do Bem e do Mal”, varias turmas da pixação paulista resolverem se juntar a essa causa após receberem um convite que foi distribuído em points de pixadores, o mentor intelectual de todos os ataques foi o Rafael Pixo BomB porem ele precisou da minha influencia com vários pixadores para executar os ataques, eu sou conhecido por Cripta Djan entre os pixadores, foi levantando o nome da turma Cripta que fiquei conhecido no movimento.
    Eu e Rafael que sempre pixamos e escalamos prédios juntos nos juntamos nessa revolução, eu como líder das ações e Rafael como mentor intelectual, vou explicar o motivo de todos os ataques para que vocês entendam melhor.

    Dez do primeiro ataque nosso propósito foi o de resgatar o lado contestador da Pixação que estava perdido e inserir o movimento em uma discussão no meio artístico, começamos pelo meio acadêmico que acabou rejeitando a tese de RAFAEL PIX BOMB que defendeu em seus quatro anos de estudos na Faculdade de Belas Artes a Pixação como forma de expressão artística.
    A Galeria Choque Cultural sempre disse ser a única representante da arte de Rua do Brasil, e que não tinha preconceitos com nenhum tipo de expressão urbana, então demos a eles uma verdadeira exposição de Pixação dentro do contesto do movimento que é a ilegalidade, a resposta deles foi prestar uma queixa crime na policia.

    A Bienal foi um convite da própria curadoria que declarou que a Bienal daquele ano (Em vivo contato) estava aberta para intervenções urbanas, e a resposta deles foi mandar a Pixadora Caroline Piveta da Motta para cadeia.

    Os atropelos aos painéis de Grafites autorizados e financiados e uma cobrança a conduta dos Grafiteiros que se renderam ao sistema e assassinaram o espírito marginal do Graffiti, pois o verdadeiro Graffiti nasceu na ilegalidade e sempre se apropriava de espaços públicos de forma ilegal, alem disso o Graffiti passou a ser usado como antídoto contra a Pixação, já que os donos dos muros empresários e Governantes perceberam que locais Grafitados não eram pixados.

    Neste ultimo ataque (Painel de Graffiti dos irmãos Os Gêmeos) entra duas questões, a do Graffiti autorizado e financiado, e da prefeitura estar mais preocupada em maquiar a cidade do que cuidar de outros problemas que a ela tem, independente se o mural foi patrocinado ou não pela Associação comercial de Empresários de São Paulo, essa iniciativa poderia ser tomada para cuidar de outras necessidades muitos mais importantes que a cidade tem, um painel de Grafite não tem utilidade nenhuma a não ser de enfeitar, e do que adiante pintar um local que cheira a bosta e urina humana, onde pessoas dormem na rua convivendo com ratos e baratas, esse projeto cidade limpa é varrer a sujeira da cidade para de baixo do tapete.

    A exposição na fundação Cartier em Paris foi um tapa na cara da sociedade
    hipócrita Brasileira que sempre reduziu a Pixação somente a sujeira e vandalismo, a única obrigação que a Pixação tem é de ser ilegal é na RUA, em outros locais como no caso da Fundação Cartier será somente representativa, e só fiz essa reprodução por que em Paris não existe nossa Pixação, e nada mais justo para a Pixação do que ser lembrada em uma exposição que retratava a historia da arte de rua mundial.

    Ao todo participaram dessa revolução cerca de 100 turmas de pixadores, em vista do numero de turmas que existe ainda é pouco, muitos ainda preferem se dedicar somente a seus pixos, esse é um problema, a vaidade atrapalha muito para que aconteça um levante maior, mas estamos lutando pra mudar isso.

    No caso de agora estarmos envolvidos nessa Bienal até parece que estamos nos rendendo, mas não vou estragar a surpresa sobre de que forma vamos fazer isso sem cair em contradição.

  7. Pixa a cara do curador então, revoltadinho.

    Na França você pode ser artista, que é mais bonito né? Aqui no Brasil, só depois que o governo encher a barriga dos pobres, né? Fica esperto, zing…

    Aí, Cripta, confio na sua ação – porque pelo seu discurso até hoje tu não mostrou a que veio.

  8. São muitas as perguntas. Leio o texto do Cripta e fico impressionado pela sua coerência. Se eu concordo, é outra coisa. Vejo sua ação: é guerra!

    Enquanto isso ando pelas ruas e tento entender essa infinita sucessão de pichações (com “ch”) e não consigo ver nada. Mas sempre me lembro do Conjunto Vazio, desse texto do Cripta, desses jovens que se arriscam para deixar suas marcas… Mas é uma sucessão de marcas, de pichações sem fim… Eu que não sei desses atos nas sombras, desses corpos que entram em corredores de fuga para delimitar territórios… eu que apenas ando pela cidade, como apreciar isso? Não, não é para apreciar. É para constatar que estamos em guerra! Então, não é arte. É contra a arte. Contra a arte? Contra a arte oficial…

    Ando pelas ruas e fico tentando tecer relações. Mas não é fácil. Tudo isso está na ordem do não-estético (alguém poderia falar em “arte de rua”, mas não consigo ver em que sentido) E não vejo nenhuma revolução… Talvez revoltas! Talvez sintomas… Ou estéticas da existência pela via do combate sem tréguas.

    E não quero agradar com este texto os atores da pixação (agora com X). Apenas faço perguntas, que continuam abrindo outras. Penso que há uma atitude performativa nisso. Uma coisa invisível que estes “rabiscos” ocultam, não mostram, mas que são vidas.

    É guerra. É ilegalidade. Só disso tenho certeza. Que critérios? Algo do dissenso mesmo. De uma ordem da multidão. Não busco respostas explicativas e de consenso.

    Sigo pelos caminhos da cidade, vendo as marcas. Não são belas, na maioria dos casos. Não estão aí, dadas à contemplação. Elas marcam disputas territoriais, pelo menos na sua grande parte. E então? O capitalismo não segue incólume a tais “manchas” na sua paisagem?

    Vejo as pixações do Cripta, as imagens que mostra. Arrisco dizer que há coisas belas. E paro por aqui.

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  16. [...] A fala do [conjunto vazio] procurou expor questões históricas, (anti) estéticas e éticas da pixação, além dos seus modos de inserção, socialização e problematizações, principalmente após a prisão dos Piores de Belô e a absorção crescente do pixo pelo mercado de arte e publicidade. [...]

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